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» Romarias
 
Com a morte a espreitar a cada instante, o pescador poveiro confia na protecção divina. Recorre aos seus “santinhos” nos momentos de perigo, prometendo visitar os seus templos e agradecer a graça concedida. Também os poveiros das freguesias rurais se associam a esta devoção. Nos momentos difíceis, quando atacados por doença grave, procuram na clemência divina o milagre que os livre do mal que os atormenta. Então, se a graça fosse concedida, cumpriam a promessa, dirigindo-se aos santuários mais próximos.

Os romeiros, para encurtarem caminho, seguiam pelos atalhos habituais. Cantando e dançando, acompanhados pelo ritmo das violas, bombos e ferrinhos, lá iam seguindo, indiferentes à passarada que esvoaçava alvoraçada à passagem. Os trajes garridos das raparigas coloriam o ambiente.
 
Se o meu filho se salvar,
Vou com ele à romaria,
Dar três voltas à capela
Da Senhora da Abadia.

Quando eu um dia no mar,
Tinha a morte quase certa,
Fui salvo, louvado seja,
São Bento da Porta Aberta.
Romarias do passado,
Dum passado que morreu,
Vieram outras mais novas,
E foi um ar que lhes deu.

Vivemos da saudade,
Desses tempos tão queridos,
D’alegria dos rameiros,
Nunca por nós esquecidos.
 
Quando os estômagos enfraquecidos se aliviam às gargantas ressequidas e aos pés doridos pela jornada, faziam uma pequena pausa para descansar. Pousando as cestas com a merenda, abriam-nas e colocavam o seu conteúdo em cima de alvas toalhas que estendiam pelo chão. A boa pinga refrescava, molhava a garganta, os lábios e ajudava a escorregar os saborosos petiscos. Retemperadas as forças, os peregrinos retomavam a caminhada. À medida que se aproximavam do destino, outros romeiros se lhe iam juntando, formando um numeroso grupo.
     
Chegados ao local, dirigiam-se para o templo. “Ex-votos”, dinheiro, velas de cera, da altura dos penitentes, voltas de joelhos em redor da igreja, eram algumas das maneiras de cumprirem as promessas. Além das barracas de comes e bebes, havia as que vendiam bugigangas, satisfazendo o apetite e a curiosidade dos caminheiros.
     
A música, o estralejar dos foguetes e a algazarra das crianças juntavam-se ao pregão dos aguaceiros que vendiam “água açucarada”, ou “limonada” guardada em cântaros envolvidos por uma capa de cortiça, que a mantinha fresca. O estampido de um morteiro, seco e inesperado, anunciava o fim da missa e a saída da procissão. A música parava e o bailarico acabava. Todos se dirigiam para junto da Igreja. O andor do Padroeiro era seguido pela banda que antecedia a multidão de acompanhantes.
     
Terminadas as celebrações, a festa continuava pela noite fora. O arraial culminava com o fogo de artifício, rasgando o negrume da noite com estrelas coloridas e tremeluzentes, de belo efeito decorativo. No final, enquanto uns se apressavam a voltar para casa, outros embrulhavam-se nas mantas até ao alvorecer para, então, retomarem o caminho de regresso.
 
in - "Paisagem Poveira" de Júlio Borges
 
Romarias onde vai o Pescador Poveiro
  • Senhor dos Milagres - Argivai (Maio)
  • Senhora do Bom Sucesso - Argivai
  • Santo Amaro - Vila do Conde (Janeiro)
  • Senhora das Candeias - Terroso (22 de Fevereiro)
  • Senhora da Guia - Vila do Conde (2 de Fevereiro)
  • S. Brás - Fevereiro (dia 3)
  • Senhora da Saúde - Laúndos (Maio)
  • S. Bento da Porta Aberta - Rio Caldo - Gerês
  • S. Bento de Vairão - Vila do Conde (Julho)
  • S. Bento da Varzea - Barcelos
  • Senhora da Abadia - S. Maria do Bouro
  • Senhora do Alívio - Soutelo - Vila Verde
  • S. Donato - Azurara
  • Santo André - Aver-o-Mar (29 de Novembro)
  • Santa Eufémia - Alvarelhos - Trofa
  • S. Torcato - Guimarães
  • S. Pedra - Gulpilhares - Gaia
  • Senhora da Conceição do Castelo (8 de Dezembro)
   
 
 
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