Quem jornadeia da cidade da Póvoa de Varzim para a de Barcelos, pela Estrada Nacional Nº 205, a primeira freguesia que encontra é a de Amorim, e os olhos do passante, quedam-se de imediato na ponteaguda e altaneira torre de sua igreja paroquial, soberba obra de Adães Bermudez, inaugurada em 1921 e mandada erguer por uma familia de Brasileiros daí natural, denominada "os Bonitos de Amorim".
Mais à frente por entre o casario moderno, vislumbra-se à direita a antiga matriz de Amorim, datada de 1595, com três naves e uma sacristia que guarda pormenores arquitectónicos da primitiva capela românica.
Na verdade a freguesia de Santiago de Amorim é antiquissima e estendia-se por um vasto território até ao mar, onde assentava o lugar de Aver-o-Mar, hoje freguesia independente. O Topónio aparece, pela primeira vez, em um documento de 1033, e a paróquia vem registada no censual de Braga, do séc. XI, com o título «De Sancto Jacobi de Amorim» na terra de Faria.
No século XVI, a paróquia tem como Padroeiro o Convento de Santa Claro do Porto, que recolhe os dizimos da terra e apresenta o reitor para a Igreja. No civil, a freguesia pertenceu ao Concelho de Barcelos e à Comarca de Viana do Castelo, até à reforma liberal. Nessa época foi integrada no concelho de Vila do Conde e m 1853 passou para o da Póvoa de Varzim e foi constituída em cabeça de julgado extinto como advento da República.
Até 1922 estendia-se por um vasto território até ao oceano, onde assentava o lugar de Aver-o-Mar, desde essa data independente.
A freguesia é formada pelos lugares de Amorim de Cima, Agra, Cadilhe, Aldeia, Estrada Nova, Travassos, Mourilhe, Mandim, Pedroso, Sencadas e Sistelos.
A sua população vive da Agricultura, Comércio, Serviços e Indústria de Confecções e Metalomecânica.
Há alguns anos atrás chegou a ter linha de caminho de ferro.
Está no lugar de Cadilhe uma capela de valor histórico, dedicada a Sto. António e construída pelo reitor António da Paz no ano de 1651.