Está situada a cerca de 7,5 km da cidade da Póvoa de Varzim, no extremo da conhecida "Légua da Póvoa".
O topónimo regista-se num documento de 1033 "... Montis Lanutus..." e a paróquia vem relacionada no censual bracarense, do séc. XI com o título de "Sancto Micael de Lanutus".
Até à reforma administrativa de 1836, pertenceu ao concelho de Barcelos, passando nessa altura para o da Póvoa de Varzim.
Situa-se em Laúndos um dos mais belos miradouros sobre a Póvoa de Varzim. Basta subir ao Monte de S. Félix e admirar, a poente, a planície litoral e, a nascente, a ondulada e verdejante região interior. No sopé deste miradouro encontra-se a igreja de Nossa Senhora da Saúde e no cume curiosos moinhos, além da capela do santo que lhe dá o nome.
Castro de Laúndos
O castro de Laúndos, também conhecido por castro de S. Félix, é um povoado castrejo erguido num morro donde se avista um amplo horizonte, quer em direcção ao mar quer em direcção ao interior. Localiza-se na freguesia de Laúndos, concelho da Póvoa de Varzim.
Notabilizou-se sobretudo pelo achado de um tesouro datado do século II-I a. C.
Hoje quase nada se descortina desse passado longínquo.
O castro de S. Félix ou de Laúndos situa-se num morro a cerca de 200 metros de altitude.
Se bem que aí se tenham efectuado escavações no princípio do século, ao longo de três meses, pouco ou nada se sabe acerca da estrutura do povoado ou do espólio recolhido, cujo paradeiro, de tão atribulado percurso de museu para museu, praticamente se perdeu.
Visitando o local, ainda se pode divisar, para o lado nascente, uma tríplice linha de defesa que uma série de três aterros denunciam. Sabemos ainda, pela notícia do achado do tesouro, que pelo menos uma das suas casas era circular e coberta por telha de rebordo. A cerâmica que se pode recolher à superfície e uma conta de vidro azul recentemente descoberta aproximam-nos cronológica e culturalmente do vizinho, e mais importante, Castro de Terroso.
Mas a notícia que realmente notabilizou este povoado foi a descoberta dentro de uma casa redonda, à profundidade de quatro palmos, de uma púcara de barro, tipo olla (talha), contendo duas arrecadas de ouro e um bolo de prata de teor baixo, com quatro a cinco centímetros de diâmetro.
As arrecadas são compostas pelo trancelim (constituído por quatro elos entrançados), pelo qual eram presas nas orelhas, uma parte intermédia, de forma circular, onde se inscrevem campânulas cónicas soldadas, e um apêndice triangular decorado com pseudogranulado. A técnica utilizada de laminados, o trabalho de filigrana e o granulado, testemunhando a assimilação das influências halstática e mediterrânica, e, por fim, o baixo teor de ouro, permitem situar estas jóias na II Idade do Ferro. Este achado testemunha ainda a actividade de um ourives no povoado.